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• MANCHETE - Sindihotel recebe troféu de excelência em gestão sindical
Durante o XV Fórum Estadual de Gestão do Sistema Fecomércio-RS, realizado no dia 27 de março no Teatro do SESC, em Porto Alegre, o Sindihotel foi agraciado com um troféu do Sistema de Excelência em Gestão Sindical (SEGS). O SEGS é um programa que incentiva o desenvolvimento da excelência na gestão dos sindicatos filiados à Fecomércio e está disponível a todos os sindicatos filiados à Federação.
O Sindihotel implantou recentemente o sistema, recebendo pela primeira vez essa homenagem, oferecida aos sindicatos que participaram de todas as etapas do programa em 2007.
De acordo com o presidente do Sindicato, Manuel Suárez, o Sistema gera mudanças dentro da gestão do Sindihotel, distribuindo responsabilidades. “Deixa de ser uma ação centralizada para se tornar algo mais coeso. Todos participam, complementando ações e gerando mais conteúdo. Quem ganha com isso são os associados”, ressalta.
• ARTIGO - A importância do cliente
Gilberto Dionisi
A maioria das pessoas, e não há nenhuma crítica nessa assertiva, faz as coisas como acredita ser melhor, mais bonito, mais prático e assim por diante. Quando se está fazendo algo para si próprio, nada a objetar. O fato é que, em 90% das vezes, estamos fazendo uma tarefa para terceiros, sejam eles nossos chefes, nossos pais, nossos patrões ou nossos clientes. É aí, que mora o perigo.
A tendência do ser humano é essa, executar tudo para que seja 100% da sua maneira de ver as coisas, só que, normalmente, nós somos prestadores de serviços, e assim, temos que realizar as tarefas para que sejam 100% aos olhos dos nossos clientes, pouco importando a nossa opinião.
Dessa forma nós, hoteleiros (prestadores de serviços), temos que estar sempre auscultando o que os nossos clientes nos dizem, seja de viva voz ou subliminarmente. Temos que nos especializar na ciência da mente humana e, como psicólogos, tentar realizar os seus desejos, do mais singelo ao mais íntimo, com isso fixando-os ao nosso negócio.
Quando se está reformando, modificando ou de qualquer forma tentando agradar o cliente, não invista em serviços que o hóspede não dá valor. Muitas vezes, pequenos detalhes, como uma lâmpada de leitura junto à cama, é mais importante do que uma TV de LCD de “N” polegadas.
Temos que ter em mente que, sem hóspedes não há hotel, há sim um prédio com apartamentos vazios, e sem o atendimento aos anseios dos clientes, eles procurarão quem os atender melhor.
Pensem bem nisso, e bons negócios.
Gilberto Dionisi Vice-presidente de Finanças e Patrimônio do Sindihotel
• Qualidade em foco - Fecomércio tem comitê do PGQP
Em março, durante o XV Fórum Estadual de Gestão da Fecomércio, foi instalado na Federação o Comitê de Comércio e Serviços do Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP). O objetivo principal é garantir a divulgação dos conceitos da qualidade e estimular a participação das empresas do setor terciário no processo de avaliação do PGQP, de forma a aumentar o nível de competitividade desses estabelecimentos.
Os comitês setoriais são uma extensão do PGQP que viabilizam uma atuação mais direta com os setores que representa, por meio da prestação de apoio às organizações filiadas para o desenvolvimento da gestão pela qualidade total, disponibilização de treinamentos para avaliadores e promoção da participação das organizações do setor no ciclo anual do Sistema de Avaliação e Prêmio da Qualidade RS.
• Liberada a venda de bebidas nas estradas urbanas
Em abril a Câmara dos Deputados aprovou o parecer sobre a Medida Provisória n. 415/2008 que proíbe a venda de bebidas alcoólicas nas rodovias federais.
Na ocasião, os parlamentares liberaram apenas as vendas nas áreas urbanas, mantendo a proibição em zonas rurais, cabendo a cada município delimitar essas áreas. No mês seguinte, o Senado aprovou um projeto alterando a MP, desta vez também liberando a venda de bebidas alcoólicas nas estradas federais localizadas em zonas rurais. Foram mantidas as medidas punitivas contra os motoristas que dirigem embriagados. Como foi modificado, o projeto retornou para a Câmara para nova avaliação, e mais uma vez foi proibida a venda nas zonas rurais.
Os meios de hospedagem localizados às margens das rodovias federais podem conseguir na justiça a liberação para a comercialização de bebidas alcoólicas para os hóspedes. O advogado e empresário Vinícius Roveda conta que há muitos casos de decisões judiciais nesse sentido no Estado.
• Viaja Mais Melhor Idade é alternativa para aumentar ocupação
Ministra Marta Suplicy
O projeto Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem, realizado pelo Ministério do Turismo, projeta-se como uma boa alternativa para a ocupação dos meios de hospedagem, tendo sido recentemente ampliado.
O objetivo principal é oferecer tarifas nos meios de hospedagem pela metade do preço do mercado a pessoas com mais de 60 anos. O desconto é oferecido a aposentados e pensionistas, no período de janeiro a dezembro, exceto no mês de julho e feriados. O hoteleiro também pode definir o seu próprio período de baixa estação.
De acordo com a ministra do Turismo, Marta Suplicy (foto), o programa deve fortalecer o mercado interno de turismo, diminuindo a sazonalidade. “O Ministério do Turismo vai fomentar o turismo doméstico e, melhor ainda, premia uma geração que trabalhou muito, e que tem agora a oportunidade de se programar para viajar”, afirma.
Redução da capacidade ociosa em épocas de baixa ocupação;
Seu estabelecimento divulgado por meio de um guia impresso distribuído ao público-alvo em todo o Brasil;
Novas oportunidades, como cursos à distância e a possibilidade de incentivos para a hotelaria on-line;
Possibilidade de acesso rápido e fácil, ampliando a relação com os turistas;
Seu negócio ampliado por campanha de mobilização nacional, com ações pucitárias nos principais meios de comunicação.
• Convênio garante desconto em recarga de cartuchos e toners
O Sindihotel firmou recentemente um convênio com a PrintCopy, empresa especializada na recarga de cartuchos e toners para impressoras. Os filiados têm desconto de até 50%, válido no período de 1º a 15 de cada mês. A entrega é feita em todo o Rio Grande do Sul, via Sedex ou transportadora. Para que as empresas possam usufruir desse benefício é necessário preencher um cadastro disponível no site do sindicato. Informações adicionais pelo telefone (51) 3286-3708.
• ENTREVISTA - Redução da jornada de trabalho: o risco de um grande retrocesso
Flávio Obino Filho
Uma iniciativa que não teve sucesso em outros países e que aponta para o mesmo desfecho tem sido defendida por vários setores do Governo. A proposta de redução da jornada de trabalho no Brasil, de 44 para 40 horas, é o tema da entrevista exclusiva desta edição com o advogado trabalhista Flávio Obino Filho, especializado em Direito Coletivo do Trabalho, que explica as suas possíveis conseqüências.
Recentemente foi apresentada uma proposta de redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. A justificativa é que isso aumentaria o número de vagas de trabalho. Até que ponto isso realmente ocorreria?
A redução de jornada, por si só, não consegue proporcionar abertura de novos postos de trabalho na forma desejada por aqueles que defendem a proposta de diminuição da carga horária semanal. O Brasil já experimentou a redução da jornada de 48 para 44 horas quando da edição da Constituição de 1988, e com a medida não conseguiu melhorar o nível de emprego. O Senador Paim fala em 3 milhões de novos postos de trabalho que poderiam chegar a 10 milhões com a redução para 30 horas. Tudo como se a geração de empregos seguisse uma simples operação matemática de proporção entre diminuição da jornada e novos empregos.
Que efeitos, imediatos e futuros, poderia causar nas empresas?
O cenário que vislumbro é diametralmente o oposto do quadro desenhado pelos sindicalistas obreiros. A redução da jornada nos moldes pretendidos implicaria em diminuição da competitividade empresarial, com a conseqüente redução de postos de trabalho e do ganho salarial médio, o que redundará também em queda do consumo interno. Relativamente aos preços, a redução da jornada, com manutenção dos mesmos salários, importará certamente em repasse, alimentando o processo inflacionário, com provável crescimento das taxas de juros, o que implicaria numa redução da atividade e do emprego. Os efeitos da redução da jornada no nível de emprego, no longo prazo, dependem de sua influência no custo de produção. No caso de elevação dos custos a tendência é de redução dos quadros de pessoal, já que as empresas teriam que demandar maiores níveis de produtividade de seus empregados de forma a compensar a elevação nos custos. Neste contexto, os trabalhadores menos produtivos seriam descartados. Outra conseqüência seria o aumento da informalidade como resposta ao crescimento dos já elevados custos trabalhistas.
Mas não seria possível incluir um item de redução de imposto para garantir a redução da jornada sem redução de salário, por exemplo?
Foi o caminho trilhado na França, mas a diminuição dos tributos não compensou a queda na produtividade e o aumento do custo da produção. No Brasil o comportamento seria o mesmo, sendo claro que este Governo não demonstra qualquer indício que renuncie a tributos.
O texto da proposta dá um tratamento homogêneo a setores heterogêneos. Segmentos como micro e pequenas empresas provavelmente não teriam como arcar com os prejuízos da redução da carga horária. Que tipo de proposta alternativa poderia ser sugerido, caso o texto seja aprovado?
O aumento de custos atinge as empresas como um todo. Algumas terão maior facilidade para se adaptar – demissões, repasse de preços -, mas não consigo imaginar que seriam construtivas propostas de tratamento diferenciado por porte de empresa.
Há algum exemplo de país que tenha obtido êxito com esse tipo de redução?
No campo internacional, o exemplo mais importante é o da Lei Aubry, que reduziu para 35 horas a jornada na França. Os resultados não foram os esperados, mesmo levando-se em conta que na ocasião foram concedidos incentivos para efetivação da redução, muito embora a economia francesa se encontrasse em fase de crescimento econômico. Esta recente experiência é tão frustrante, que o Governo Sarkozy pretende retornar à situação anterior. Os demais países, mesmo fixando uma jornada mínima, valorizam as negociações categoriais e por empresa para a regulação da jornada semanal.
O senhor acredita que há chances de essa proposta ser aprovada?
A redução da jornada foi eleita pelas centrais com o bandeira de luta para 2008. A proposta tem a simpatia do Presidente Lula. Assim, existe sério risco da proposta ser aprovada.
“A redução da jornada (...) implicaria em diminuição da competitividade empresarial, com a conseqüente redução de postos de trabalho e do ganho salarial médio, o que redundará também em queda do consumo interno.”
• Retenção de bagagens: como proceder
O presidente do Sindihotel, Manuel Suárez, lembra aos filiados de que estão amparados por lei na retenção de bagagens de hóspedes inadimplentes. “É importante que tenham sempre ao alcance o Código Civil, artigo 1.467, I, para que contratempos sejam evitados”, sugere. Em caso de falta de pagamento os hospedeiros poderão reter os bens dos devedores que considerarem suficientes para saldar o débito. “O recomendável é reter provisoriamente as bagagens e depois negociar diretamente com o hóspede. De nada adianta um posterior leilão de roupas usadas, por exemplo”, observa Suárez. Confira o texto do artigo:
Art. 1467. São credores pignoratícios, independentemente de convenção:
I – os hospedeiros, ou fornecedores de pousada ou alimento, sobre as bagagens, móveis, jóias ou dinheiro que os seus consumidores ou fregueses tiverem consigo nas respectivas casas ou estabelecimentos, pelas despesas ou consumo que aí tiverem feito;
• Dados do RAIS 2006: gastronomia e hospedagem
O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou recentemente os dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) referentes a 2006. Confira na tabela os números referentes aos setores de gastronomia e hospedagem:
CLAS CNAE 2.0
EMPRESAS
EMPREGADOS
CLASSE 55108 - Hotéis e similares
2.150
11.511
CLASSE 55906 - Outros tipos de
alojamento não especificados
665
1.267
CLASSE 56112 - Restaurantes e outros
estabelecimentos de serviços de
alimentação e bebidas
33.654
43.152
CLASSE 56201 - Serviços de catering, bufê
e outros serviços de comida preparada
1.786
9.540
Total
38.255
65.470
• Sindicato é mediador junto ao Ecad
O Sindihotel tem atuado como mediador junto à unidade gaúcha do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), auxiliando hoteleiros a encontrar valores que correspondam à realidade de cada um. A orientação é que se procure o Sindicato quando surgir alguma situação desfavorável. O Sindihotel informará ao Escritório sua real taxa de ocupação, faturamento e possibilidades de assumir uma nova mensalidade.
• SERVIÇO - Identificação de jovens hóspedes agora é obrigatória
A governadora Yeda Crusius sancionou no início de abril a Lei No 12.927, que diz respeito à obrigatoriedade de hotéis, pensões e albergues criarem e manterem fichas de identificação de hóspedes menores de 18 anos, acompanhados ou não dos pais ou representantes legais.
A ficha deverá conter o nome completo e a naturalidade do jovem hóspede, a data de nascimento, o nome completo dos pais ou representantes legais e o nome completo da pessoa que estiver acompanhando o menor.
A lei ainda prevê que, na falta do documento de identidade da criança, o fato deve ser anotado na ficha de identificação, ficando obrigatória a apresentação dos documentos dos adultos que o acompanham. Quando houver alguma irregularidade ou suspeita em relação aos dados fornecidos, os estabelecimentos deverão informar ao Conselho Tutelar.
• Espaço do associado
O associado do Sindihotel dispõe de diversos serviços para facilitar seu trabalho. Con- fira a lista abaixo:
Assessoria Jurídica Trabalhista preventiva, prestada pelo escritório Flávio Obino Filho Associados S/C. Consultas para esclarecimentos de dúvidas na área de trabalhista e de direito coletivo.
Assessoria Jurídica Comercial e Civil prestada por João Bortolini Advogados Associados.
Assessoria Contábil realizada pelo escritório Digiconta, prestando esclarecimentos na área de recursos humanos e folha de pagamento, baseado nas negociações coletivas.
Consultoria Especializada para Financiamento e Viabilidade Econômica das Empresas, realizada pelo economista Telmo Opitz. Análise de projetos e esclarecimentos referentes a financiamentos para construção, ampliação e modernização para a hotelaria.
Vídeos de Treinamento – Vídeos em DVD e em fitas VHS para qualificação e treinamento in company dos funcionários dos meios de hospedagem.
Cadastro de Fornecedores – O Sindihotel está montando um banco de dados com os fornecedores, para que os empresários do setor possam adquirir produtos de qualidade, com preços competitivos e condição de pagamento acessível.
Boletim Informativo Trimestral – Neste ano foi retomado com o objetivo de manter os associados atualizados e levar notícias sobre a categoria, como matérias sobre as regiões de representação do Sindicato, através dos diretores delegados.
Simulador de Custos Operacionais – O Sindicato está desenvolvendo um simulador de custos operacionais que permitirá às empresas verificar onde ocorrem as maiores despesas, possibilitando aos hoteleiros fazer os ajustes para que seu empreendimento tenha melhor desempenho financeiro. Este simulador estará disponível no site a partir de julho de 2008.
Serviço de Atendimento ao Associado – O telefone (51) 3286-3708 está disponível de segunda-feira a sexta-feira, em horário comercial, para os associados esclarecerem dúvidas, solicitarem informações referentes ao andamento das negociações coletivas, legislações federais, estaduais e municipais.
• PANORAMA - Turismo Social do Sesc-RS teve crescimento em 2007
O ano de 2007 foi promissor no que diz respeito ao Turismo Social do Serviço Social do Comércio (Sesc-RS). O número de pessoas atendidas praticamente dobrou em relação ao ano anterior, passando de 27.816 em 2006 para 50.555 em 2007. Outro grande aumento ocorreu no número de pacotes turísticos: 265 em 2007 contra os 196 de 2006, um incremento de mais de 35%.
A novidade no relatório referente ao ano passado foram as diárias adquiridas para atendimento corporativo, que atingiram o número de 12.182. “O SESC, com projetos como a Temporada de Férias, movimenta toda a cadeia turística do Estado”, afirmou o secretário estadual de Turismo, Esporte e Lazer, José Heitor Gularte, em reunião com o Sesc-RS realizada recentemente.
Estão abertas agora as inscrições para os pacotes da Temporada de Férias de Abril a Novembro de 2008, com duração de dois a cinco dias. De acordo com o diretor regional do Sesc-RS, Everton Dalla Vecchia, serão disponibilizadas 30 mil diárias para os três hotéis da instituição no Estado e para a rede de 22 hotéis conveniados em 15 cidades da serra e do litoral gaúcho.
A Temporada de Férias é uma iniciativa voltada ao Turismo Social, com o objetivo de proporcionar maior qualidade de vida aos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo. Suas ações turísticas visam a facilitar o acesso ao descanso e ao lazer, mas, também, promovem conhecimento histórico, social e cultural de cada localidade.
Confira no quadro outros resultados:
DESEMPENHO DO TURISMO SOCIAL
Item de controle
2007
2006
Diárias adquiridas para
Temporada de Férias
131.364
128.884
Atendimentos realizados
353.889
215.046
Viagens corporativas
262
141
Hotéis conveniados / RS
39
(11 aguardando contrato)
06
Hotéis conveniados / Brasil
13
03
Empresas prestadoras de serviço
de transportes rodoviários
de passageiros
28
10
Faturamento
R$ 5.963.000
R$ 5.317.000
• Construção do dique seco movimenta hotéis de Rio Grande
Com a construção do dique seco e da plataforma de petróleo P-55, a cidade de Rio Grande avança importantes passos para se tornar um grande pólo metal-mecânico e naval. Com o deslocamento dos funcionários das empresas envolvidas, o índice de ocupação aumentou, nos últimos tempos, em cerca de 20%.
Marilia Nader, do Hotel Taufik, acredita que o número de leitos que a cidade tem, somados ao do Balneário de Cassino, está atendendo à nova demanda. “Acredito também numa ampliação dos negócios frente a essa nova realidade. Com certeza novos empreendimentos virão se instalar no município”, observa. A Petrobras e a empresa WTorre Engenharia são as que possuem mais representantes em deslocamento.
A previsão é que o dique seco seja concluído em fevereiro de 2009. Segundo a Petrobras, o local oferecerá condições para o compartilhamento simultâneo de obras de construção, conversão e/ou reparo de emergência de plataformas de perfuração e produção. O investimento total é de R$ 439 milhões.
• PANORAMA - Free shops aumentam ocupação de hotéis na fronteira
Com a valorização do Real a procura pelos free shops na fronteira com o Uruguai tem aumentado a cada ano. Conseqüentemente, a ocupação nos hotéis acompanha a tendência. Em Jaguarão, vizinha da uruguaia Rio Branco, a ocupação dos hotéis tem sido de 100% nos finais de semana e feriados. A gerente do Hotel Sinuelo, Ana Valeska Porciúncula Miranda, conta que o movimento foi aumentando aos poucos, desde a instalação dos free shops há quatro anos, em Rio Branco. “No ano passado já tivemos um grande movimento, e este ano está melhor ainda. Estamos tendo de agendar grupos durante a semana”, comemora.
Os hóspedes daquela região são provenientes, em sua maioria, de cidades da Serra gaúcha, como Caxias e Farroupilha, e da Grande Porto Alegre. Cerca de 50% desse público tem mais de 60 anos de idade.
A lotação dos hotéis de Livramento faz com que os turistas busquem alternativas, como os estabelecimentos de Bagé, por exemplo. No final de 2007 e início de 2008, essa foi a escolha de muitas hóspedes, principalmente aos finais de semana, em grupos formados por, em geral, famílias de pais com seus filhos. Segundo a gerente de hospedagem do Obino Hotel, Michele Mansur, a expectativa agora é quanto aos meses de junho e julho, principalmente por causa da abertura de um free shop em Aceguá, cujo prédio está praticamente pronto.
A Aceguá uruguaia não possui estrutura de hotéis e restaurantes, tendo suas necessidades supridas pela iniciativa privada do lado brasileiro. Ainda não há data prevista para sua abertura, que depende de uma nova visita de fiscais do Ministério da Economia do Uruguai.
• Empresas de celulose avançam pelo Estado
A utilização de novas tecnologias não tem reduzido o consumo do tradicional papel em vários setores da sociedade. Prova disso é que a produção de celulose tem crescido em grandes proporções no mundo. Países como Estados Unidos, Japão e China são os maiores produtores, mas uma expansão tornou-se necessária.
No Brasil, em especial no Rio Grande do Sul, empresas da área, como Aracruz, Stora Enso e VCP anunciaram, recentemente, investimentos de bilhões de reais no Estado para buscar suprir a alta demanda.
A Aracruz investirá cerca de 3 bilhões de reais no Rio Grande do Sul, o que inclui a ampliação da fábrica de Guaíba, do terminal porturário em São José do Norte e dos terminais fluviais de Cachoeira do Sul. Além de definir seu território em torno da Região Metropolitana, a Aracruz segue rumo ao sul do Estado, na região das lagoas dos Patos e Mirim.
A Votorantim se concentra mais na região sul, entre Pelotas e Bagé, onde já comprou 48 mil hectares, podendo chegar a 250 mil. A empresa sueco-finlandesa Stora Enso possui 180 mil hectares na fronteira oeste, próximos à divisa com o Uruguai, pretendendo ocupar, no total, 500 mil, com novas florestas, fábricas de celulose, de papel e madeira. Os investimentos em da empresa chegam aos 4,5 bilhões de dólares.
Em alguns lugares do Estado a rede hoteleira já está sentindo os efeitos desse crescimento. Em Alegrete, onde atua a Stora Enso, os estabelecimentos comemoram o aumento do fluxo de hóspedes. O proprietário do Hotel Pousada Alegrete, Adão Ramos, conta que esse incremento chega a 50%. Segundo ele, os 12 hotéis da cidade estão se tornando pequenos para grande quantidade de eventos e cursos realizados, incluindo de outras áreas e empresas, como a Parmalat.
Em São Gabriel, o movimento depende do perfil dos hóspedes. No Hotel Glória, onde ficam hospedadas pessoas envolvidas diretamente no plantio, o aumento do fluxo se aproxima dos 20%. Já em hotéis onde se hospedam funcionários com cargos de gerência, como o Hotel São Luiz, o movimento é considerado normal. O mesmo tem sido observado em Camaquã e Rio Grande, que não apontam crescimento significativo.